sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Comentário de Roberto Alvim

Na postagem sobre Como se eu fosse o mundo, no Facebook, o Encenador e Dramaturgo Roberto Alvim teceu os seguintes comentários:

Roberto Alvim: Encenei este texto no Festival de Curitiba, em 2010, com os atores Patrícia Kamis e Thiago luz. Foi o primeiro texto escrito no Núcleo de Dramaturgia de Curitiba a ser encenado. E para mim foi um trabalho maravilhoso, que inclusive considerei - e foi considerado por alguns críticos - como um dos meus trabalhos mais radicais (foi uma das peças mais escuras (só havia uma lâmpada no chão) e imóveis (os atores se moviam minimamente) que produzi até aquele ponto de minha carreira, inteiramente baseada em deslocamentos entre planos vocais - distintos usos de texturas, ritmos, intensidades vocais). Espero que você, Luiz, e seus atores também tenham uma experiência estética profunda com esta obra, que dispare processos efetivos de invenção de sua linguagem artística. 

Invenção - é para isto que devemos entrar em processos de criação. E invenção é sempre singular, e é uma conquista para um artista. Não tem nada a ver com repetição do que outros fizeram. Entrar em um processo de ensaios significa se abrir para o que a obra fará conosco, para onde a obra nos levará (direções imprevisíveis); e não para o que nós faremos com ela, a partir de reproduções de sistemas criados anteriormente. Enfim, é preciso avançar, meu caro. 

Grande abraço e merda!

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