segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Concepções - 1

Texto de Luiz Henrique Dias.

Em nossa nova peça, Como se eu fosse o mundo, escrita por Paulo Zwolinski, com estreia marcada para 25 de fevereiro, novamente buscamos, como Companhia Experiencial, delimitar nosso território com a palavra.

Dirigir o texto do Paulo tem sido uma tarefa complexa e de mão dupla. Uma tarefa bela.

Tenho optado por uma encenação estática – como foi Guizos – mas, pouco pela presença de mais atores, pouco pelo dinamismo que o texto pede, inseri momentos em que movimentos – muito singulares e respeitosos – ocupam a cena e mantém a tensão.

Além disso, a iluminação ganhou mais espaço. Quem assistiu Guizos terá a impressão de estar em um ambiente mais iluminado sem, no entanto, viver a violência causada pelo total descaramento do espaço.

Outro ponto relevante é a opção por dar vida a uma personagem que o texto dispensa, por sua estrutura.

Para essa tarefa, incrementamos ao elenco o jovem Guilherme Cardin, ator de Medianeira, membro de nossa turma de dramaturgia de 2011 e que mudou-se para Foz há alguns dias, depois de nosso convite. Ao lado de Gabriel Pasini, o Tom de Guizos, e da estreante Gabriela Keller, Guilherme será o responsável pelo coesão das cenas e pela produção de instantes de total imprecisão de tempo, espaço e presença.

Apesar das mudanças na forma de nossa nova peça, quando comparada com Guizos, o importante, ao meu ver, é mantermos nossa proposta: fazer um teatro em que o texto falado, a palavra, seja o fator determinantes à percepção do tempo e à noção do espaço.

Boa noite a todos.

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